Capacidades e Dificuldades Socioemocionais de Crianças Antes e Após a Participação no Método FRIENDS

Cynthia Lais Ignachewski, Ana Priscila Batista, Caroline Guisantes de Salvo Toni, Giulia Tatiana Tkaczyk Pavoski

Resumo


Atualmente, milhões de pessoas sofrem de algum transtorno mental, sendo as crianças uma considerável parcela dessa população. Nesse sentido, intervenções precoces para prevenir e intervir sobre distúrbios na infância são muito importantes. Uma possibilidade de intervenção precoce é o Método FRIENDS, que busca desenvolver habilidades socioemocionais e resiliência. O presente estudo buscou investigar se o Método FRIENDS promoveu melhorias em comportamentos relacionados a capacidades e dificuldades socioemocionais de crianças, relacionadas a comportamento pró-social, hiperatividade, sintomas emocionais, problemas de conduta e de relacionamento com os colegas. Participaram do estudo dez crianças de uma cidade do interior do Paraná com idade entre 6 e 7 anos. Os pais responderam o Strengths and Difficulties Questionnaire (versão em português), antes e depois do método e dois meses após sua finalização. O resultado indicou uma diminuição nas dificuldades dos participantes, demonstrando que o FRIENDS foi eficaz para a melhoria dos comportamentos das crianças.


Palavras-chave


infância, relações interpessoais, habilidades sociais, psicologia preventiva, Método FRIENDS

Texto completo:

HTML PDF

Referências


Abreu, S., Barletta, J. B., & Murta, S. G. (2015). Prevenção e promoção de saúde mental: Pressupostos teóricos e marcos conceituais. In S. G. Murta, C. Leandro-Grança, K. B. Santos, L. Polejack (Eds.), Prevenção e promoção em saúde mental: Fundamentos, planejamento e estratégias de prevenção. São Paulo: Sinopsys.

Barrett, P. M. (2012). Amigos Divertidos: Guia do Facilitador para construção de resiliência em crianças de 4 a 7 anos através do brincar (3a ed.). Austrália: Barrett Research Resources PTy Ltd.

Barrett, P. M.; Moore, A. F.; & Sonderegger, R. (2000). The FRIENDS program for Young former-Yugoslavian refugees in Australia: A pilot study. Behaviour Change, 17, 12-21.

Barrett, P. M., Sondergger, R., & Xenos, S. (2003). Using FRIENDS to combat anxiety and adjustment problems among young migrants to Australia: A national trial. Clinical Child Psychology and Psychiatry, 8(2), 241-260.

Barros, M. G. S. M. (2005). Estudo de prevalência de problemas de saúde mental em adolescentes de 11 a 16 anos na cidade de Barretos (Dissertação de Mestrado,  Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo).

Dohl, A. H. (2008) Managing anxiety through childhood social-emotional development (Mestrado em Artes, Universidade da Colúmbia Britânica).

Figueredo, U. S. P.; Nico, Y.; & Leonardi, J. L. (2015) A experiência do Método Friends: uma possibilidade de prevenção e promoção de saúde mental em larga escala no Brasil.Boletim Paradigma, 10, 20-24.

Fleitlich-Bil, Y. K. B., & Goodman, R. (2004). Prevalence of child and adolescent psychiatric disorders in southeast Brazil. Journal of American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, 43(6), 727-734.

Fraga, B. P. (2015) Depressão Infantil: Uma revisão da literatura. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Especialização em Infância e Família: Avaliação, Prevenção e Intervenção, Instituto de Psicologia, Porto Alegre).

Goodman R. (1997). The Strengths and Difficulties Questionnaire: A research note. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 38(5), 581-586.

Goodman, R.; & Scott, S. (2012). Child and adolescente psycuiatry (3a ed.). Oxford, UK: Wiley-Blackwell.

Kösters, M. P.; Chinapaw, M. J.; Zwaanswijk, M.; Van Der Wal, M. F.; Mwj Utens, E.; & Koot, H. M. (2012). Study design of ‘FRIENDS for life’: Process and effect evaluation of an indicated school-based prevention programme for childhood anxiety and depression. Bmc public health, 12(86).

Liddle, I., & Macmillan. S. (2010). Evaluating the FRIENDS programme in a Scottish setting. Educational Psychology in Practice, 26(1), 53-67.

Lowry-Webster H. M.; Barrett, P. M.; & Lock. S. (2003) A universal prevention trial of anxiety symptomology during childhood: results at 1-year follow-up. Behav Chang, 20(1), 25-43.

Maia, J. M. D., & Williams, L. C. A. (2005). Fatores de risco e fatores de proteção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área. Temas em Psicologia, 13(2), 91-103.

Martin-Raugh, M. P.; Kell, H. J.; & Motowidlo, S. J. (2016). Prosocial knowledge mediates effects of agreeableness and emotional intelligence on prosocial behavior. Personality and Individual Differences, 90, 41-49.

Miller, L. D., Laye-Gindhu, A., Liu, Y; March, J. S., Thordarson, D. S., & Garland, E. J. (2011). Evaluation of a preventive intervention for child anxiety in two randomized attention-control school trials. Behaviour Research and Therapy, 49(5), 315-23.

Mostert, J., & Loxton, H. (2008). Exploring the Effectiveness of the FRIENDS Program in Reducing Anxiety Symptoms Among South African Children. Behaviour Change, 25(2), 85-96.

Murta, S. G., Günther, I. A., & Guzzo, R. S. (2015). Prevenção e promoção em saúde mental no curso de vida: indicadores para a ação. In S. G. Murta, C. Leandro-Grança, K. Santos B., & L. Polejack. Prevenção e promoção em saúde mental: Fundamentos, planejamento e estratégias de prevenção (pp. 75-92). São Paulo: Sinopsys editora.

Muszkat, M., Miranda, & Mc., Rizutti, S. (2011). Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. São Paulo: Cortez.

National Registration of evidence-based programs and pratices. (2012). NREPP.

Pahl, K. M.; & Barrett, P. M. (2007). The Development of Social-Emotional Competence in Preschool-Aged Children: An Introduction to the Fun FRIENDS Program. Australian Journal of Guidance & Counselling, 17(1), 81-90.

Poulou, M. (2005). The prevention of emotional and behavioural difficulties in schools: Teachers' suggestions. Educational Psychology in Practice, 21(1), 37-52.

Saud, L. F.; & Tonelotto, J. M. F. (2005). Comportamento social na escola: diferenças entre gêneros e séries. Psicol. esc. educ., 9(1), 47-57.

Siu, A. F.Y. (2007). Using FRIENDS to combat internalizing problems among primary school children in Hong Kong. Journal of Cognitive and Behavioral Psychotherapies, 7(1), 11-26.

Shortt, A. L.; Barrett, P.M.; & Fox, T. L. (2001). Evaluating the FRIENDS Program: A Cognitive-Behavioral Group Treatment for Anxious Children and Their Parents. Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology, 30(4), 525-535.

Stallard, P. (2010). Mental health prevention in UK classrooms: The FRIENDS anxiety prevention programme. Emotional and Behavioural Difficulties, 15(1), 23-35.

Stallard, P.; Simpson, N; Anderson, S; Carter, T; Osborn, C; & Bush, S. (2005). An evaluation of the FRIENDS programme: a cognitive behaviour therapy intervention to promote emotional resilience. Arch. Dis. Child., 90(10), 1016-1019.

Stallard, P.; Simpson, N.; Anderson, S.; Hibbert, S.; & Osborn, C. (2007). The FRIENDS emotional health programme: Initial findings from a school-based project. Child and Adolescent Mental Health, 12(1), 32.

Stallard, P.; Simpson, N.; Anderson, S.; & Goddard, M. (2008).  The FRIENDS emotional health prevention Programme. 12 month follow-up of a universal UK school based trial, Eur Child Adolesc Psychiatry, 17, 283-289.

Stallard, P.; Skryabina, E.; Taylor, G.; Phillips, R.; Daniels, H.; Anderson, R.; & Simpson, N. (2014). Classroom-based cognitive behaviour therapy (FRIENDS): a cluster randomised controlled trial to Prevent Anxiety in Children through Education in Schools (PACES), Lancet Psychiatry, 1(3), 185-92.

Teste de Wilcoxon. (1945). Disponível em http://www.inf.ufsc.br/~vera.carmo/Testes_de_Hi%20poteses/Teste_nao_parametrico_Wilcoxon.pdf

World Health Organization. (2004). Prevention of mental disorders: effective interventions and policy options: summary report/a report of the World Health Organization Dept. of Mental Health and Substance Abuse; in Collaboration with the Prevention Research Centre of the Universities of Nijmegen and Maastricht. WHO.




DOI: http://dx.doi.org/10.20435/pssa.v11i3.628

ISSN: 2177-093X


Indexada em:

   

 

 

     

  

 

  

Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.