Depressão e Comportamento Suicida: Atenção Primária em Saúde

Lucimara Silva Magalhães, Sônia Maria Oliveira Andrade

Resumo


Este estudo buscou contextualizar a depressão tendo como desdobramento o comportamento suicida. O estudo foi direcionado a 25 pacientes, contudo, na ocasião da visita domiciliar, nos deparamos com situações tais como: internação, óbito, reclusão de liberdade, recusa, e relato de simulação de suicídio. Diante do exposto, a entrevista foi efetivada com nove participantes, com idades variando de 18 a 61 anos, atendidos na Atenção Primária de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil. Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada de março a julho de 2015, em que se empregou a entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados utilizando-se o método do discurso do sujeito coletivo, baseado na teoria das representações sociais. A análise dos dados trouxe o indicativo de três ideias centrais: antecedentes familiares; antecedentes pessoais e questões espirituais, constatando que a depressão e comportamento suicida são carregadas de estereótipos e revelam questões biopsicossociais.


Palavras-chave


depressão, comportamento suicida, atenção primária em saúde, representações sociais

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Aded, N. L. O., Dalvin, B. L. G. S., Moraes, T. M., & Cavalcanti, T. M. (2006). Abuso sexual de crianças e adolescentes: Revisão de 100 anos de literatura. Revista de Psiquiatria Clínica, 33(4), 204-213. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0101-60832006000400006

Amazarray, M. R., & Koller, S. H. (1998). Alguns aspectos observados no desenvolvimento de crianças vítimas de abuso sexual. Psicologia: Reflexão e Crítica, 11(3), 559-578. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79721998000300014

Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência. (1997). Abuso sexual: Mitos e realidade. Petrópolis, RJ: Autores & Agentes & Associados.

Baptista, M. N., Baptista, A. S. D., & Dias, R. R. (2001). Estrutura e suporte familiar como fatores de risco na depressão de adolescentes. Psicologia: Ciência e Profissão, 21(2), 52-61. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932001000200007

Beeston, D. (2006). Older people and suicide. Stoke-on-Trent: Centre for Ageing and Mental/Health Staffordshire University.

Brasil. (1990). Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm

Brasil. (2006). Ministério da Saúde. Prevenção do suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/1241.pdf

Brasil. (2012, 13 de junho). Conselho Nacional de Saúde. Resolução n. 466. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União, 12(Seção 1), 59. Disponível em http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf

Buss, M. P. (2000). Promoção da saúde e qualidade de vida. Ciência & Saúde Coletiva, 5(1), 164-177. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232000000100014

Chiaverini, D. H. (Org.). (2011). Guia prático de matriciamento em saúde mental. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/3231.pdf

Conwell, Y. (2015). Desafios para a prevenção de suicídios na idade avança [Editorial]. Ciência & Saúde Coletiva, 20(6), 1652. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015206.19962015

Dockhorn, C. N. B. F., & Werlang, B. S. G. (2008). Programa CVV: Prevenção do suicídio no contexto das hotlines e do voluntariado. Textos & Contextos, 7(2), 183-198. Disponível em http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/download/4817/3636

Drezett, J., Caballero, M., Juliano, Y., Prieto, E. T., Marques, J. A., & Fernandes, C. E. (2001). Estudos de mecanismos e fatores relacionados com o abuso sexual em crianças e adolescentes do sexo feminino. Jornal de Pediatria, 77(5), 413-419. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572001000500013

Durkheim, É. (2011). O suicídio: Estudo de sociologia. São Paulo: Martins Fontes.

Fonseca, M. T. N. M. (2006). Famílias e políticas públicas: Subsídios para a formulação e gestão das políticas com e para família. Pesquisa e Práticas Psicossociais, 1(2), 1-13. Disponível em http://www.ufsj.edu.br/portal-repositorio/File/revistalapip/MariaThereza.pdf

Fráguas Júnior, R., & Figueiró, J. A. B. (2005). Depressões em medicina internas e outras e condições médicas: Depressões secundárias. São Paulo: Atheneu.

Holkup, P. A. (2003). Evidence-based protocol elderly suicide: Secondary prevention. Journal of Gerontological Nursing, 29(6), 6-9.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2014). Brasil / Mato Grosso do Sul / Campo Grande: População [Censo 2010]. Rio de Janeiro: IBGE. Disponível em https://cidades.ibge.gov.br/v4/brasil/ms/campo-grande/panorama

King, D. A., Conwell, Y., Cox, C., Henderson, R. E., Denning, D. G., & Caine, E. D. (2000). A neuropsychological comparison of depressed suicide attempters and nonattempters. The Journal of Neuropsychiatry and Clinical Neurosciences, 12(1), 64-70.

Leão, L. H. C., & Castro, A. C. (2013). Políticas públicas de saúde do trabalhador: Análise da implantação de dispositivos de institucionalização em uma cidade brasileira. Ciência & Saúde Coletiva, 18(3), 769-778. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232013000300023

Lefèvre, F., & Lefèvre, A. M. C. (2010). Pesquisa de representação social: Um enfoque qualiquantitativo. Brasília, DF: Líber Livro.

Linden, M., & Barrow, S. (1997). 1997 IPA/Bayer Research Awards in Psychogeriatrics. The wish to die in very old persons near the end of life: A psychiatric problem? Results from the Berlin Aging Study. International Psychogeriatrics, 9(3), 291-307.

Minayo, M. C. S. (1998). A autoviolência, objeto da sociologia e problema de saúde pública. Caderno de Saúde Pública, 14(2), 421-428. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/csp/v14n2/0120.pdf

Minayo, M. C. S. (2013). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec.

Minayo, M. C. S., & Cavalcante, F. G. (2015). Tentativa de suicídio entre idosos: Revisão de literatura (2002-2013). Ciência & Saúde Coletiva, 20(6), 1.751-1.762. doi: http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232015206.10962014

Mioto, R. C. T. (1997). Família e serviço social. Serviço Social & Sociedade, (55), 114-129.

Pfeiffer, L., & Salvagni, E. P. (2005). Visão atual do abuso sexual na infância e adolescência. Jornal de Pediatria, 81(5), 164-172. doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0021-75572005000700010

Reis, R. S. (2004). A influência dos determinantes sociais na saúde da criança. Libertas, 4-5(Especial), 17-42. Disponível em https://libertas.ufjf.emnuvens.com.br/libertas/article/download/1712/1196

Sarti, C. A. (2011). A família como espelho: Um estudo sobre a moral dos pobres. Campinas, SP: Autores Associados.

Silva, M. C. F., Furegato, A. R. F., & Costa Júnior, M. L. (2003). Depressão: Ponto de vista e conhecimento de enfermeiros da rede básica de saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 11(1), 7-13.

Starfield, B. (1998). Primary care: Balancing health needs, services, and technology. New York: Oxford University Press.

Waiselfisz, J. J. (2014). Mapa da violência: Os jovens do Brasil. Brasília, DF: Flacso Brasil. Disponível em http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil.pdf




DOI: http://dx.doi.org/10.20435/pssa.v11i1.592

ISSN: 2177-093X


Indexada em:

   

 

 

     

  

 

  

Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.